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“Não importa o que aconteça, eu irei servir a Deus”, diz homem que ficou quadriplégico

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“Não importa o que aconteça, eu irei servir a Deus”, diz homem que ficou quadriplégico

Um acidente mudou a vida de Mark Andrew Grantham, mas não alterou o seu propósito em Deus. Ele teve quadriplegia de nível C5 e passou a se mover em uma cadeira de rodas, mas lida com suas restrições físicas através da fé.

“Eu me tornei um quadriplégico C5 em um instante. Mas aprendi a dizer que é passado e não posso mudar isso”, disse Mark, de 38 anos, à AG News.

Em junho de 2006, Mark, que tem certificação de salva-vidas, adiou uma viagem de pesca para cuidar das crianças na piscina do acampamento infantil pertencente à igreja Assembleia de Deus Central, a qual é membro desde a infância, em Springfield, Missouri (EUA).

Quando as crianças fizeram uma pausa, Mark mergulhou em um escorregador inflável de 1,80 metro de altura, que desabou e caiu. Ele caiu de cabeça no concreto ao lado da piscina e seu impacto o levou para a água. Sem conseguir se mexer, ele afundou, prendeu a respiração e esperou ser resgatado.

“Não ficar inconsciente foi uma verdadeira bênção”, lembra Mark. “Eu era o único treinado para lidar com lesões na cabeça e no pescoço”.

Com 24 anos na época, o jovem gravemente ferido orientou outras pessoas a cuidar dele até a chegada dos paramédicos. No hospital, ele foi submetido a uma cirurgia de cinco horas e ficou internado por duas semanas. Foram três meses de tratamento intensivo em Denver, no Colorado, testemunhando o cuidado de Deus.

“As circunstâncias não são o que importa nesta vida, mas sim o que fazemos a respeito delas”, afirma Mark. “Não consigo imaginar passar por essa jornada — tanto naquela época quanto agora — sem um relacionamento pessoal com Cristo”.

No momento do acidente, Mark estava em boa forma e praticava diversos esportes, mas durante o tratamento, sofreu uma enorme perda de peso que o trouxe angústia. Foi na Bíblia que ele encontrou conforto.

“A história de José em Gênesis trouxe muito encorajamento para mim”, Mark lembra. “Ele foi vendido como escravo e depois jogado na prisão por um total de 13 anos. José decidiu ser eficaz, apesar de sua situação. Ele não se fez de vítima”.

Deitado na cama durante o período mais difícil da sua recuperação, Mark conta que clamou a Deus e disse: “Não importa o que aconteça Deus, eu irei te servir. Não importa o que aconteça, Tu és a fonte da minha força”.


Mark Andrew Grantham é quadriplégico há 14 anos e hoje fala sobre seu propósito de vida. (Foto: Mark Grantham)

Dificuldades no caminho

Mark continuou envolvido nas atividades de sua igreja, onde ensinava crianças na Escola Dominical. Atualmente, ele está envolvido no ministério de jovens.

Na manhã de sua lesão, Mark planejava comprar um anel de noivado para sua namorada. Eles seguiram em frente com seus planos e se casaram em 2008. No entanto, cinco anos depois, sua esposa decidiu ir embora; o divórcio se tornou definitivo em novembro de 2014.

“Não que o final do meu casamento tenha sido fácil, mas se eu não tivesse sofrido o acidente, não teria conseguido lidar com isso”, reflete Mark. “Não há certezas neste mundo, exceto o amor do Senhor por nós”.

A família e os amigos também foram um ponto de apoio para Graham. “Minha esposa e eu sentimos muita tristeza, mas sempre confiamos que Deus tem um plano e um propósito para a vida do Mark”, disse seu pai, Lance, um pastor aposentado da Assembleia de Deus.

Em 2019, Mark conheceu Renée Griffith nas Missões Mundiais das Assembleias de Deus e se casou com ela em 10 de maio. Juntos, eles lideram os jovens de sua igreja.

Vida diária

Mark consegue fazer muita coisa sozinho, como dirigir um veículo adaptado. Ele pratica exercícios de fisioterapia uma hora por dia e tenta permanecer ereto em sua cadeira de rodas em pé uma hora por dia, para evitar a osteoporose.

“Depois que eu acordo, posso fazer quase tudo sozinho. Eu não sou confinado”, afirma Mark. “Oro e medito muito na Palavra de Deus quando estou ao ar livre. Isso permite que minha mente fique calma”.

Seu pai, Lance, trabalhou com Mark na construção de um barco de pesca adaptado para a cadeira de rodas. Os dois pescam uma vez por semana e estão mais próximos do que nunca.

“O Mark tem uma atitude muito positiva”, diz Lance, que, como seu filho, tem esperança na cura milagrosa de Mark. “Nós nunca o ouvimos reclamando sobre sua condição. Nós só aproveitamos a companhia dele. Somos enriquecidos pelo amor dele pelo Senhor”.

Do site GUIA-ME

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