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Guedes admite que BPC e aposentadoria rural podem ser retirados de texto da reforma

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu pela primeira vez que o Congresso deve retirar da reforma da Previdência as alterações propostas para a aposentadoria rural e as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses pontos da reforma são os mais questionados pelos parlamentares.

 

Guedes participou nesta quarta-feira, 27, de debate na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Essa é a primeira participação do ministro em audiências públicas no Congresso Nacional, após ter faltado à audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na terça-feira.

“Eu tenho certeza que a reforma da Previdência será aprovada. Possivelmente vão tirar o BPC e o rural, mas a reforma será aprovada em um grau. O importante é deixar a reforma consistente em R$ 1 trilhão. Esse R$ 1 trilhão dá potência fiscal para atravessar até o regime de capitalização”, afirmou, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Segundo Guedes, se a reforma da Previdência for aprovada, a taxa de juros básica (Selic) – hoje no piso histórico de 6,50% ao ano – poderá cair até 2%. “Agora, se baixar no ‘empurrão’ como o governo Dilma, vamos repetir o que aconteceu com o (ex-presidente do banco Central, Alexandre) Tombini”, completou, em referência ao estouro da meta de inflação que ocorreu durante a gestão do economia à frente da autoridade monetária.

Saída. Após ser questionado sobre se deixaria o governo caso a reforma da Previdência não seja aprovada,  Guedes disse não ter apego ao cargo, mas sinalizou que não sairá do ministério na primeira derrota.

“Estou aqui para servi-los, se ninguém quiser o serviço, terá sido um prazer ter tentado. Não tenho apego ao cargo, mas não a terei irresponsabilidade de sair na primeira derrota”, afirmou.

Mais uma vez, ele colocou sua permanência no ministério nas mãos do presidente Jair Bolsonaro. “Acredito em uma dinâmica virtuosa da democracia, não tenho dúvida de que poderes cumprirão seu papel. Se o presidente (Bolsonaro) apoiar coisas que acho que podem resolver o Brasil, estarei aqui. Se o presidente ou Poderes não assumirem, eu tenho vida fora daqui”, completou.

 

Estadão Conteúdo

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